Uma das coisas de que recentemente me arrependo é de ter colocado quase todos os meus ovos no mesmo cesto. De certo modo, fui um misto de maria vai com as outras com aposta forte no turismo porque tens uma infraestrutura fora de série, o que era e continua a ser verdadeiro.
Ainda assim, a minha visão era e é de longo prazo; sim, apostar no turismo, mas não no turismo de massas, apostar num turismo diferenciado e ter o cuidado de guardar alguns dos ovos à parte, caso as coisas corressem mal. Fiz essa aposta numa altura em que tudo fazia crer que o turismo, o de qualidade e o de massas, era uma fonte de riqueza ready and more than available, para usar a língua dessa moda.
No entanto, a realidade que muda todos os dias leva-me a repensar as minhas apostas. Com isto o que quero dizer é que considero apostar na diversificação e rapidamente. Felizmente, ainda tenho alguns outros recursos para além do turismo, por exemplo converter os terrenos aráveis para vinhas, a terra é excelente, o clima melhor ainda, acrescentar umas couves e umas batatas, entre outras leguminosas, comida da boa, da que não polui. Por exemplo, reconverter espaço livre para me tornar energeticamente autossuficiente, tenho bastante sol, água em barda, e vento nem falar, usar as tais das tecnologias verdes. Por exemplo, caraças, até tenho uns spots onde poderia plantar liamba da boa, para fins medicinais. E tenho outras qualidades a ter em conta. Possuo educação, humanística, técnica, formal e vivo num país do primeiro mundo, com altos níveis de educação técnico-formal, bons sistemas educativos. Por isso digo, só não saímos bem desta merda se não quisermos e é agora que o temos de fazer.
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