Oh yes. I am. I know these are the days. Unheard off. Got to go 100 years back to look for something as deadly as this menace we're facing. Fuckin' pandemic, messing with everything and with everyone. More people will die before there's a cure. Sure, I take precautions, I conduct my business in a bubble. When I go out I don't touch more than necessary and I breathe through a fucking mask, I look like a fuckin' islamic terrorist or worse. You think that's easy? It's not and you know it, because you also do that shit. Fuck sake, it's horrible and it changes everything, fear is all around. Add to equation that you clean every piece of shit that you bring home or you quarantine those pieces of shit/food for days. And that you wash your hands 20 times a day. But fuck it, I'm alive, It's good, and besides, all of us die. Who knows, maybe I'm already dead from lung cancer, I'm a fuckin' heavy smoker. So what? Fuck the pandemic, I'm alive today and that's fine by me. Fuck it.
Thursday, August 20, 2020
Monday, August 10, 2020
Sobre pesadelos
Quando eu era moço, havia
uma coisa chamada guerra fria. Por trás da guerra fria havia uma ameaça
terrível que nos era instilada desde meninos pela comunicação social da época:
a ameaça de um holocausto nuclear. Ainda muito novinho, assisti a um filme
chamado The Day After, um filme gráfico que, ao vivo e a cores, nos mostrava
quais as consequências de uma guerra nuclear. Recordo um terrível pesadelo, já
quando andava na escola secundária. Sonhei que tinha sido declarada a guerra,
que todos os alunos da escola se tinham acolhido ao pavilhão gimnodesportivo.
Que, então, caíra primeiro uma bomba nuclear em Espanha, Madrid. Recordo o
nosso pânico. Então, explodiu outra em Lisboa, na onda de choque o pavilhão voou.
Acordei. Suado. Teria 13 anos. Hoje, também tive um pesadelo. Sonhei que estava
em Lisboa, no metro, na estação do oriente, de repente, sem mais. Que ninguém
estava a usar máscara, que havia imensas pessoas e que eu me tinha esquecido da
minha máscara, que também não tinha máscara. Tentei safar-me da estação, subir
à superfície não pela escada rolante, não, sempre encostado à parede, com a
cara na parede, sem a tocar e que, quando estava quase, quase à saída, uma multidão de
pessoas descia em minha direção, todas sem máscara. Acordei, suado. Tenho 49
anos.
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