Como sabem os poucos que me lêem, não sou tipo para me ficar quando detecto incongruências e sobretudo que não me fico porque tenho memória de elefante. Isto vem a propósito de um organizador de um blogue colectivo, blogue esse que dá pelo nome de Delito de Opinião, uma coisa assim a atirar para as direitas, mas aparentemente séria, uma espécie de albergue espanhol, que tão depressa tem autores com algum calibre, como tem incongruências mais ou menos sofisticadas, como o seu organizador e principal dinamizador, um jornalista chamado Pedro Correia. O curioso no delito é isso mesmo: uma alegada pluralidade, uma vasta legião de leitores, uma série de autores, uns mais ou menos honestos e outros menos, um tal de desonesto rui rocha que me vem à memória, e o Pedro Correia. Conheci o delito há muitos anos, ainda eu andava a brincar às blogoesferas e cheirou-me logo a esturro, apesar de, ao longo dos anos, por lá ter lido coisas interessantes, inclusivamente coisas escritas pelo próprio Pedro Correia, escritas por outras pessoas tão ou mais decentes, sendo que muitas destas se foram desvinculando do delito, que não passava, nas entrelinhas, de uma agenda fashionable para favorecer certas e determinadas clientelas. À medida que esses "colaboradores" iam percebendo a orientação falaciosa do organizador do blogue em questão, mais ou menos graciosamente, iam-se desvinculando do mesmo: o autor de Crónicas do Rochedo, o saudoso Carlos, foi um deles. Então, houve um dia em que uma pessoa que me é próxima, doutorada em filosofia política, foi achincalhada na caixa de comentários, por Pedro Correia. Eu ia lendo a coisa, piando fininho, porque é importante perceber o que pensam os estrategistas da direita subtil e oportunista. Cerca de 2009, Pedro Correia, com a ajuda de compagnons de route úteis, lançou-se na perseguição ao governo socialista da época, com unhas e dentes. Sabemos todos o que aconteceu em seguida; Portugal foi de vela (como irá agora), veio o passos, o gaspar e o relvas. O que poucos sabem, até porque Pedro Correia faz questão de ocultar o seu passado, é que nos anos da troika houve quem tivesse arranjado tachos (pessoas) muito bem remunerados, via Avenida de Roma e activas colaborações em inventonas ignomiosas, como a de Belém, preparada numa mesa do Café Luanda, na referida Avenida de Roma, à pala da austeridade por que então à direita tanto se ansiava. Uma dessas pessoas, conquanto não o possa provar, terá sido o próprio Pedro Correia, o qual foi (e isto é um facto), na sequência da "bancarrota", para assessor de miguel relvas, a ganhar três mil euros limpos/mês à conta, penso eu, de manter um blogue de referência "pluralista", enquanto o resto da malta suava as estopinhas com a história de que vivíamos acima das nossas possibilidades. Dito isso, nada tenha contra Pedro Correia, nem contra o Delito de Opinião. De tempos a tempos, o Pedro Correia até faz serviço público e outros autores há no delito que gosto bastante de ler, por exemplo Teresa Ribeiro, uma pessoa que me parece séria, bem como muitos outros. Mas tenho memória de elefante e chateiam-me outros indivíduos que são como a anedota do médico: faz aquilo que eu digo, não faças aquilo que eu faço.
No comments:
Post a Comment