(...) Olhá lá, que merda vem a ser
essa com aquela gaja? Sabes que te cheiro o perfume de fêmea à distância, que é
que andas a fazer?... Amor, eu só tenho olhos para ti e numa situação destas,
um tipo como eu tem de se ocupar, fazer amizades, só isso…. É, fazeres amizades,
pulha, ocupares-te com essa cabra que te anda a dar a volta ao miolo, eu bem sei
como gostas de ocupar-te, aliás, parece-me que precisas de ser ocupado, deixa
que no dois de maio já te vou ocupar… A sério, fofinha? Vais ocupar-te de mim? Eu
quero que me ocupes, sabes que és tudo para mim e ela é nada… Outra vez a mesma
conversa? Outra vez essa mulher irrequieta, como eu sou? Cala-te cabrão, deve
ter idade para ser tua mãe e tu tens-me a mim, chega, estou farta!... Como, tenho-te a ti amor? Nos últimos dois meses vi-te por skype e presencialmente
anteontem 10 minutos e a dois metros de distância, não nos tocamos há um mês e
meio! Desculpa, só não quero que te metas mais com essa gaja. Essa agora, eu pergunto-te acerca
dos gajos com quem tu te metes?... Não desconverses, sinto que estás a gostar dela, estás a esquecer-me, mas tu és o meu homem. E tu és a minha mulher. Nada mudou. Não te esqueças disso, não quero essa
gaja na nossa vida, não, não estava no antes, não quero que fique no depois. (...)

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